Azul e TAP sinalizam criação de Joint Venture para 2020

Visando ganhar mais notoriedade no mercado de viagens transatlânticas entre Europa e Brasil, o conselho da Azul apresentou uma proposta de joint venture (associação de empresas para criação de empreendimento comercial) para os seus acionistas no início de novembro. Uma assembleia foi convocada para realizar a votação no dia 9 de dezembro.

Desde 2017, a Azul e a TAP Linhas Aéreas têm demonstrado interesse em criar uma joint venture. Naquele ano, foi o diretor comercial da Tap, Trey Urbahn, quem fez a revelação. Segundo ele, a parceria tornaria a aquisição de combustível e aeronaves para voos entre Europa e Brasil mais proveitosa para ambas as empresas.

Além disso, desde dezembro de 2015, as empresas operam voos em conjunto por meio de acordos codeshare, quando uma companhia transporta passageiros que emitiram bilhetes em outra. Assim, eles têm acesso a mais opções de destinos.

A TAP em 2019

Cerca de um terço dos voos que deixam o Brasil para a Europa são operados pela TAP. A empresa retém mais de 19 mil assentos semanais. Em junho, um acordo assinado entre os países eliminou as restrições de carga e transporte de passageiros, o que tornou os voos para Portugal ainda mais atraentes para os viajantes.

Em 2019, a TAP enfim atingiu o grupo de empresas sustentáveis no mercado de aviação global. Ela obteve ranking de agências internacionais. A conquista é favorável para a expansão da companhia que, nos próximos meses, começará a ganhar dinheiro sustentavelmente. No terceiro trimestre, a empresa já teve lucro de R$ 61 milhões.

A Azul em 2019

Neste ano, a empresa brasileira passou por altos e baixos significativos. A saída da Avianca do mercado, em maio, agilizou os planos expansão da Azul. Entre janeiro e agosto, a companhia teve participação de 23% no país, aumentando a sua participação total em 25%, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Porém, entre julho e setembro, a empresa sofreu um prejuízo de R$438 milhões. O valor foi 816% maior do que o ano passado, de apenas R$47,8 milhões.

Em contrapartida, a demanda por assentos da Azul aumentou em 31% no mês de setembro em comparação a 2018. Ademais, a receita líquida da empresa chegou a R$ 3,03 bilhões, obtendo alta de 25,5%.

Joint Venture

A justificativa que a Azul utilizou para formular a proposta foi o favorável aumento de receita para ambas as companhias em anos posteriores.

A iniciativa permitirá que as companhias aéreas coordenem horários e tarifas em uníssono. Com a renda compartilhada, espera-se que a joint venture contribua para a implantação de voos entre as duas regiões e de mais benefícios para os passageiros.

Para os viajantes, o aumento de voos disponíveis entre os continentes é a principal vantagem.

David Neeleman, fundador da Azul, em entrevista ao Routes Online,afirmou estar confiante que, se a joint venture for aceita para 2020, será possível ter até 100 partidas semanais da Europa para o Brasil. Dessa forma, a Azul se tornará a maior transportadora da rota, obtendo 30% dos passageiros.

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