Câmara pode proibir cobrança por mala de mão em voos no Brasil

Passageiro acomodando sua bagagem de mão

A Câmara dos Deputados deve votar nos próximos dias a urgência de um projeto de lei que garante ao passageiro o direito de levar uma mala de mão e um item pessoal sem custo extra em voos domésticos e internacionais. Se a urgência for aprovada, o texto vai direto ao Plenário.

Por que o tema voltou a gerar polêmica

Recentemente, companhias aéreas começaram a testar tarifas sem mala de mão, permitindo apenas um item pessoal pequeno (como mochila ou bolsa) que caiba sob o assento.

A medida provocou reação imediata de consumidores, do Congresso e de órgãos de defesa do consumidor, como o Procon-SP, que notificou as empresas para explicarem a mudança.

O que diz o projeto em discussão

O PL 5041/2025, apresentado pelo deputado Da Vitoria (PP-ES), determina que todo passageiro possa levar uma mala de mão e um item pessoal sem cobrança adicional.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, já sinalizou que pretende pautar a urgência da proposta, o que pode acelerar sua votação.

Como funciona hoje

Atualmente, a Resolução 400 da ANAC garante até 10 kg de bagagem de mão gratuita por passageiro.

Cada companhia define o tamanho máximo — geralmente 55 x 35 x 25 cm —, mas pode impor restrições por segurança ou capacidade da aeronave.

O que muda se o projeto for aprovado

  • Fica proibida a cobrança pela mala de mão em qualquer tarifa.
  • As companhias deverão padronizar a comunicação das regras e franquias.
  • Órgãos como Procon e Senacon devem intensificar a fiscalização em caso de descumprimento.

Linha do tempo recente

  • 11 a 14 de outubro de 2025 – Companhias iniciam testes de tarifas sem mala de mão.
  • 13 de outubroSenacon notifica empresas pedindo esclarecimentos.
  • 17 de outubro – Câmara anuncia intenção de votar urgência do projeto que garante a mala gratuita.

Dicas rápidas antes de comprar sua passagem

  • Leia a tarifa com atenção: verifique se inclui mala de mão ou só item pessoal.
  • Compare o preço final: às vezes, a tarifa “básica” sai mais cara após incluir a bagagem.
  • Guarde prints e comprovantes caso haja divergência de informações.
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