
Viajar para determinados destinos exige mais do que passaporte e passagem. Em alguns casos, a entrada no país está condicionada à apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), especialmente para a febre amarela — uma exigência que costuma gerar dúvidas desde que o carimbo físico no cartão de vacina deixou de ser utilizado.
O que é o certificado internacional de vacinação e por que ele existe
O CIVP é um documento reconhecido pela Organização Mundial da Saúde que comprova que o viajante foi vacinado contra doenças específicas, sendo a febre amarela a principal delas. Ele funciona como um instrumento de controle sanitário internacional, criado para evitar a circulação do vírus entre países e a reintrodução da doença em regiões onde ela não é endêmica.
Na prática, o certificado não protege apenas o viajante, mas também os sistemas de saúde dos países de destino, que buscam reduzir riscos epidemiológicos.
Quem precisa tomar a vacina de febre amarela para viajar
A exigência do certificado não é universal, mas se aplica principalmente a viajantes que:
- Têm como destino países que exigem o comprovante independentemente da origem
- Saem ou fazem conexão em regiões consideradas áreas de risco
- Viajam para países que adotam exigência sanitária variável conforme o cenário epidemiológico
Mesmo quando o certificado não é oficialmente obrigatório, companhias aéreas podem solicitá-lo como condição de embarque, especialmente em rotas sensíveis.
Como emitir o certificado internacional de vacinação passo a passo
O processo atualmente é totalmente digital, mas exige atenção a prazos.
Primeiro, o viajante deve ter tomado a vacina contra a febre amarela com pelo menos 10 dias de antecedência em relação à data da viagem. Esse é o prazo mínimo aceito internacionalmente para a validação da imunização. Desde 2016, uma única dose é considerada válida por toda a vida.
Com a vacinação realizada, é necessário acessar o portal do SUS e solicitar a emissão do CIVP. O sistema verifica automaticamente os registros do Sistema Único de Saúde ou permite o envio do comprovante de vacinação, caso a dose tenha sido aplicada em clínica privada.
Se a vacina foi tomada fora da rede pública, o comprovante deve conter dados completos, como número do lote, data de aplicação e identificação do profissional responsável, além de a clínica estar devidamente regularizada junto à Anvisa.
Após a solicitação, o certificado costuma ser liberado em curto prazo e pode ser apresentado tanto em formato digital quanto impresso.
Onde consultar a validade do certificado
Embora a vacina tenha validade vitalícia, o certificado eletrônico exibe informações padronizadas segundo normas internacionais. Em fiscalizações mais rigorosas, o que importa é a confirmação de que a vacinação respeitou o prazo mínimo antes da entrada no país.
Manter o documento acessível no celular ou impresso evita problemas em situações de controle migratório mais rígido.
Quais países costumam exigir o certificado de febre amarela
A lista de países pode variar, mas há padrões recorrentes:
- Países da África e da América Central frequentemente exigem o certificado
- Alguns países da Ásia solicitam o documento apenas de viajantes vindos de áreas de risco
- Na América do Sul, a exigência costuma ser pontual, mas pode surgir em períodos específicos
Um ponto pouco divulgado é que conexões longas ou mudanças inesperadas de rota podem gerar a exigência do certificado, mesmo quando o destino final não o solicita.
O que acontece se o viajante não apresentar o certificado
A ausência do CIVP pode resultar em diferentes consequências, dependendo do país e da companhia aérea:
- Impedimento de embarque ainda no país de origem
- Negativa de entrada no destino
- Quarentena ou retorno compulsório
As companhias costumam ser rigorosas porque são responsabilizadas pelos custos caso transportem passageiros sem a documentação exigida.
Quando vale a pena emitir o certificado mesmo sem exigência formal
Mesmo que o destino não imponha a obrigatoriedade, o certificado pode ser estratégico em viagens que envolvem múltiplos países, conexões longas ou roteiros flexíveis. Além disso, mudanças rápidas nas regras sanitárias podem transformar uma exigência facultativa em obrigatória em pouco tempo.
Planejamento sanitário também faz parte da viagem
Em um cenário de maior integração entre saúde pública e controle migratório, documentos sanitários deixaram de ser detalhe. O certificado internacional de vacinação passou a ser parte essencial do planejamento de viagem, ajudando a evitar imprevistos, atrasos e custos extras ao longo do percurso.